Se eu fosse alguém de suma importância como penso ser, talvez tivesse um pouco mais de atenção daquelas pessoas que julgo serem importantes para minha vida, com as quais me importo e procuro esporadicamente, para agradar e provocar. Mas, na realidade, continuo sendo mais um na multidão e, claro, lutando para não ser comum e tão fútil quanto os outros (nada pessoal, apenas crítico para minhas percepções).
Cheguei nesta brilhante dedução depois de pequenos acontecimentos que estimularam, de modo ridículo, os grandes pensadores da atualidade: o povo sem nexo. A grande massa funcionalmente analfabeta que olha para tudo e não enxerga nada. Capaz de propagar, com convicção, as idéias mais absurdas e irreverentes, com a força de um peido recém liberto… Estridente, perceptível e incomodo, mas que tem duração mínima, sem relevância à longo prazo.
Faço parte do bolo (não fecal) do “Temos que fazer graça”, rirmos de tudo, sermos despojados, descolados e mantendo a mente aberta, evitando preocupações exageradas e cardiomiopatias precoces. Não guardando tristezas como motivo de vida (ou razão de isolamento), mas para tudo existe um limíte. Chega um momento em que as irreverências se tornam agressões, desrespeitos e levam alguns indivíduos para o lado negro da emoção e à falta de brilho nos olhos… Pare antes que haja sangue nos olhos de alguém!
Temos que questionar sempre “o que estou fazendo agrada a poucos ou atinge a todos?”, a fim do compromisso de manter o mínimo de responsabilidade com nossas próprias atitudes, acompanhados ou mesmo quando estamos sozinhos. Pois, mesmo que não seja muito importante esse auto policiamento hoje, um pouco mais adiante fará toda a diferênça do mundo. E quem sabe, no mundo de mais alguém, além de nós mesmos.




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